Sobre respeito

Caramba, esses dias veio a mesa de bar um assunto que sempre causa discordia: homofobia. Todo aquele papo se gosta ou não, se aceita ou não, se sente-se incomodado ou não. Discussão encerrada, fui embora com a conversa na cabeça e aquilo me martelou com o preconceito de forma geral. Quando perguntamos a qualquer pessoa se ela tem algum tipo de preconceito, geralmente a negativa é total, mas não conseguimos enxergar todo o preconceito que vem marcado dentro da gente desde a nossa criação. Talvez o Nick Vujicic possa ensinar alguma coisa.
Na época do terremoto no Haiti, lembro de ter ouvido um amigo crente dizer que aquilo era um castigo de deus pois a religião da maioria dos haitianos era o vodu. Aquilo me deixou muito revoltado e mais desanimado com as religiões de forma geral, como pode uma pessoa que prega o amor ao próximo ser tao egoísta simplesmente para mostrar que está com a razão e sua crença é a mais correta? Este ano aconteceu a mesma coisa com o terremoto do Japão, muitos usuários brasileiros do Twitter dizendo que o tsunami tinha atingido o país porque o que faltava aquele povo era Jesus. É muita besteira dita em 140 caracteres. O pior no caso das religiões é que quando acontece alguma tragédia com pessoas da mesma crença, como a queda de um telhado de uma igreja, geralmente é vista como um sinal divino para algo que deve ser feito, e não como um castigo, independente do número de mortos.
Não resolvi escrever este post para falar mal das pessoas ou de alguma religião, mas hoje assistindo o Profissão Repórter lembrei deste vídeo da Fundacao Topsy que ajuda a combater e prevenir a AIDS.

Veja o video:

Selinah tem AIDS, ela concordou em ser filmada todos os dias por 90 dias, de modo que sua história possa ajudar outras pessoas.

Se voce fosse próximo a Selinah, como a trataria? E se você soubesse que seu colega de trabalho tem AIDS, o que faria?

O post não é sobre preconceito, mas é sobre amor ao próximo. Não é simplesmente sobre opção sexual, religião ou cor. É sobre gente, pessoas iguais a mim e a você ao redor do mundo todo. O que nos difere? O que nos faz melhor que os outros? Como tratamos as diferencas?
Talvez aquele papo sobre aceitar ou não os gays tenha sido irrelevante, mas tambem pode ter servido pra alguma coisa. Como alguem pode respeitar a si mesmo se não respeita nem seu semelhante?
Como você tem tratado as pessoas? Você tem coragem de dar bom dia ou um abraço em sua família quando levanta da cama? Talvez esteja na hora de repensar sua vida.
Ou seja a hora de repensar a minha.

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Sobre Carlos Hayashi

Estudante de economia, apaixonado por língua de sinais e internet.
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